Evento realizado nesta quarta (19) e quinta-feira (20) reúne produtores, pesquisadores, consultores e especialistas para aproximar ciência e manejo agrícola, com debates sobre biológicos, nutrição, soja, milho, estresses das plantas e aumento da eficiência produtiva
Cuiabá se transforma nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, em ponto de encontro de profissionais ligados à pesquisa e ao agronegócio com a realização da 5ª edição do Fisiologia no Campo. O evento acontece nos dias 19 e 20 de agosto, no Hotel Gran Odara, na Avenida Miguel Sutil, e reúne produtores rurais, pesquisadores, consultores, empresas e representantes da indústria para uma programação dedicada à aplicação prática da fisiologia vegetal na agricultura. A organização apresenta o encontro como o maior evento de fisiologia aplicada do país. (Fisiologia no Campo)
Realizado em Mato Grosso, um dos principais polos brasileiros de produção agropecuária, o encontro pretende aproximar conhecimento científico e decisões tomadas dentro das propriedades rurais. A proposta parte da compreensão de como a planta reage a nutrientes, condições ambientais, produtos biológicos e diferentes estratégias de manejo para encontrar formas de melhorar eficiência, produtividade e rentabilidade. A quinta edição também busca ampliar o diálogo entre pesquisadores e profissionais que acompanham diretamente as lavouras. (Fisiologia no Campo)
A programação oferece 16 horas de conteúdo técnico, distribuídas pelos dois dias, além de momentos destinados a discussões entre especialistas e participantes. O Fisiologia no Campo pode ser acompanhado presencialmente em Cuiabá ou pela internet, com transmissão ao vivo. Na modalidade digital, os participantes também podem enviar perguntas durante a programação e acessar as gravações durante 15 dias após o encontro. (Fisiologia no Campo)
Primeiro dia aborda biológicos, produtividade e manejo de soja e milho
A programação desta quarta-feira começa às 7h30, no horário de Cuiabá, com credenciamento e coffee break, seguido da abertura oficial às 8h30. Uma das primeiras discussões será dedicada aos casos de sucesso de produtividade do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) observados pelo prisma da fisiologia. O tema será apresentado por Sérgio Abud e abre uma sequência de debates que procura relacionar conhecimento científico aos resultados obtidos nas lavouras. (Fisiologia no Campo)
Outro assunto de destaque é a utilização de produtos biológicos na agricultura. Erich dos Reis Duarte participa da programação com uma apresentação sobre uso de biológicos, fisiologia das plantas e manejo. Posteriormente, Geraldo Chavarria apresenta resultados dos ensaios em rede do Projeto Melhor Manejo — Fisiologia no Campo. As apresentações são acompanhadas por períodos específicos de discussão técnica, permitindo aprofundar questões relacionadas às experiências apresentadas. (Fisiologia no Campo)
Durante a tarde, Camila Pinho aborda o metabolismo das plantas em resposta aos produtos biológicos, enquanto Rafael Otto apresenta uma discussão sobre o manejo de boro dentro do sistema soja e milho. A programação técnica do primeiro dia termina com mais um período de debate e, posteriormente, um encontro de integração entre os participantes. (Fisiologia no Campo)
Evento discute como plantas respondem ao ambiente
Um dos pontos centrais da proposta do Fisiologia no Campo é mostrar que decisões de manejo podem ser aperfeiçoadas quando produtores e técnicos entendem com maior profundidade os mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento das plantas. Questões como disponibilidade de nutrientes, radiação solar, condições climáticas e ocorrência de estresses podem interferir no potencial produtivo das lavouras.
A fisiologia vegetal estuda justamente processos fundamentais relacionados ao funcionamento das plantas. Quando esse conhecimento é aplicado à agricultura, pode ajudar profissionais a compreender por que determinada lavoura responde de maneira diferente diante de condições ambientais ou estratégias de manejo. Segundo a organização, a fisiologia já ocupa posição relevante nas decisões produtivas, contribuindo para otimização de insumos, absorção de nutrientes e mitigação de estresses ambientais. (Fisiologia no Campo)
Essa conexão ganha importância especialmente diante de condições cada vez mais desafiadoras no campo. Oscilações de temperatura, períodos de deficiência hídrica, limitações nutricionais e outros fatores podem comprometer o desempenho das culturas. Nesse contexto, compreender as respostas fisiológicas permite avaliar estratégias que busquem aumentar a eficiência do sistema produtivo sem analisar isoladamente apenas um componente da lavoura.
Segundo dia terá discussões sobre floração, radiação solar e potássio
Na quinta-feira (20), a programação continua a partir das 8h30 com Hudson de Carvalho, que aborda a aplicação dos conhecimentos relacionados à fisiologia da floração e ao enchimento de grãos nas estratégias de manejo. Posteriormente, Ricardo Andrade apresenta uma discussão sobre radiação solar e as possibilidades de manejo em situações tanto de excesso quanto de limitação desse recurso. (Fisiologia no Campo)
Outro tema diretamente relacionado às principais culturas produzidas em Mato Grosso estará na programação durante a tarde. Alencar Zanon apresenta uma palestra sobre as limitações de potássio nos sistemas de produção de soja. O assunto tem relação direta com a nutrição das plantas e com estratégias destinadas a identificar fatores que podem restringir o desenvolvimento e a produtividade das lavouras. (Fisiologia no Campo)
A programação será concluída com uma apresentação do pesquisador Ismail Cakmak, dedicada à nutrição mineral como ferramenta para mitigação de estresses bióticos e abióticos. Depois da palestra haverá uma última discussão técnica, e o encerramento oficial está previsto para as 18h, no horário local. (Fisiologia no Campo)
Mato Grosso ganha destaque como sede do encontro
A realização da quinta edição em Cuiabá aproxima o evento de uma das principais regiões produtoras do país. A própria organização destaca a posição de Mato Grosso dentro do agronegócio brasileiro como um dos elementos relevantes para ampliar o diálogo entre ciência, manejo e resultados agrícolas. (Fisiologia no Campo)
O encontro também aposta na diversidade dos participantes. A previsão divulgada pela organização é reunir cerca de 500 participantes e nove palestrantes, incluindo referências nacionais e internacionais. Além das apresentações técnicas, o formato presencial oferece espaços de networking e contato entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas e profissionais envolvidos em diferentes etapas da produção. (Fisiologia no Campo)
A quinta edição dá continuidade a uma trajetória iniciada em 2022. Segundo a Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal, a primeira edição foi pioneira no país ao reunir referências nacionais e internacionais para discutir fisiologia e manejo de cultivos extensivos. As edições posteriores passaram por Bento Gonçalves (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Goiânia (GO), antes da chegada do encontro a Cuiabá em 2026. (SBFV)
Ciência aplicada busca chegar diretamente às lavouras
Mais do que apresentar pesquisas acadêmicas, a proposta do encontro é discutir como o conhecimento sobre o funcionamento das plantas pode ser incorporado às decisões tomadas diariamente no campo. A programação reúne assuntos que vão desde nutrição mineral e produtos biológicos até radiação solar, metabolismo, floração, enchimento de grãos e respostas das culturas a diferentes formas de estresse. (Fisiologia no Campo)
Para produtores e profissionais do setor, a expectativa é que os debates ajudem a estabelecer critérios mais técnicos para avaliar estratégias de manejo. Em vez de observar apenas o resultado final da produção, a fisiologia procura compreender os processos que ocorrem durante o desenvolvimento vegetal e como diferentes intervenções podem alterar a resposta das culturas.
Com dois dias de atividades em Cuiabá, o Fisiologia no Campo 2026 coloca a capital mato-grossense no centro de uma discussão que conecta pesquisa, tecnologia e produção agrícola. Em um estado no qual soja e milho possuem forte presença econômica, a discussão sobre eficiência produtiva, manejo e adaptação das plantas reforça a busca do agronegócio por decisões cada vez mais apoiadas em conhecimento científico.
Fonte
Site oficial do Fisiologia no Campo — programação completa da 5ª edição
Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal — histórico do Fisiologia no Campo
