Estado produziu 51,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 e segue como o maior polo da oleaginosa do país; resultado impulsiona emprego e exportações.
Mato Grosso voltou a confirmar sua posição de maior produtor de soja do Brasil. Segundo dados atribuídos à Companhia Nacional de Abastecimento, o estado produziu 51,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume que supera as 51,3 milhões de toneladas da temporada anterior e representa o maior número já registrado na história do estado. Com esse desempenho, Mato Grosso mantém a liderança nacional da cultura pelo 26º ciclo consecutivo, um recorde que já se tornou marca registrada do agronegócio mato-grossense.
Como o estado chegou a esse patamar
O crescimento da produção veio acompanhado da expansão da área cultivada, que passou de 12,7 milhões de hectares na safra anterior para 13 milhões de hectares na atual, um avanço de 2,1%. A produtividade média ficou em 3,97 toneladas por hectare, patamar que reforça a eficiência do sistema produtivo mato-grossense mesmo diante de oscilações climáticas ao longo do ciclo. Com esse resultado, o estado respondeu por 28,8% de toda a soja produzida no Brasil na temporada, consolidando um protagonismo que já dura mais de duas décadas.
O desempenho também se refletiu diretamente nas exportações. No primeiro semestre de 2026, Mato Grosso embarcou 24,06 milhões de toneladas de soja, o equivalente a 34,59% de tudo o que o Brasil exportou da oleaginosa no período, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior. A China segue como o principal comprador do grão mato-grossense, ainda que outros mercados tenham ampliado significativamente sua participação nos embarques recentes.
O impacto na economia e no emprego
Um resultado de safra dessa magnitude não fica restrito ao campo. Somente em janeiro de 2026, a cultura da soja gerou mais de sete mil empregos formais em Mato Grosso, o equivalente a 72% de todas as vagas criadas na agropecuária estadual naquele mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados compilados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Esse tipo de efeito cascata alcança setores como armazenagem, transporte, logística portuária e processamento industrial, áreas que dependem diretamente do volume produzido no campo.
Para Cuiabá, capital de um estado cuja economia gira fortemente em torno do agronegócio, esse desempenho tem reflexo direto na movimentação de serviços financeiros, comércio de insumos e prestação de serviços ligados à cadeia produtiva. Grande parte das empresas que atendem produtores rurais de todo o estado mantém sede ou representação na capital, o que faz da safra recorde uma notícia que ultrapassa o interesse do campo.
O que esperar dos próximos meses
Com o encerramento da colheita da safra 2025/26, a atenção do setor já se volta para o calendário da próxima temporada. O período de eliminação de plantas voluntárias de soja no estado segue até 6 de setembro, data que também marca o início do plantio da nova safra. A expectativa entre analistas do setor é que o ciclo positivo de produção e exportação continue, sustentado pela infraestrutura consolidada ao longo dos últimos anos e pela demanda internacional ainda aquecida pelo grão brasileiro.
O resultado desta safra reforça um padrão que já se tornou familiar para quem acompanha o agronegócio nacional: enquanto o Brasil se firma cada vez mais como potência agrícola global, Mato Grosso segue como peça central dessa engrenagem, com Cuiabá funcionando como o centro de decisões e serviços que sustenta essa cadeia produtiva.
Fontes:
- https://www.spzonline.com.br/noticia/mato-grosso-registra-recorde-de-51-6-milhoes-de-toneladas-de-soja
- https://araguaianoticia.com.br/noticia/76670/mato-grosso-consolida-safra-2526-com-producao-recorde-e-mantem-lideranca-na-soja-ha
- https://www.band.com.br/agro/noticias/safra-recorde-impulsiona-exportacoes-de-soja-de-mato-grosso-202607071053
- https://matogrosso.canalrural.com.br/agricultura/soja/mato-grosso-registra-recorde-nas-exportacoes-de-soja
