Um mutirão de limpeza retirou resíduos das margens e do leito do Córrego do Gambá, em Cuiabá, no dia 18 de setembro de 2026. A ação reuniu o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a concessionária Águas Cuiabá, a Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) e voluntários.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, foram encontrados materiais como garrafas PET, copos, sacolas plásticas, embalagens de isopor, frascos de desodorante e restos de móveis. Os resíduos foram separados para coleta seletiva e encaminhados pela Limpurb para a destinação adequada.
A mobilização chamou atenção para um problema recorrente em áreas urbanas: o descarte irregular próximo a cursos d’água. Além de comprometer a paisagem e a qualidade ambiental, o lixo lançado em ruas, terrenos e margens pode ser levado pela chuva para córregos e rios, ampliando a pressão sobre a drenagem urbana e os recursos hídricos.
Curso d’água atravessa áreas de Cuiabá
O Córrego do Gambá é um dos afluentes urbanos do Rio Cuiabá e atravessa áreas da capital, incluindo a região do bairro Lixeira. A ligação com a bacia do Rio Cuiabá amplia a importância da preservação do curso d’água, já que resíduos descartados em seu entorno podem seguir pelo sistema hídrico durante os períodos de chuva.
O mutirão também evidencia que a limpeza de um córrego não encerra o problema. A manutenção depende da destinação correta dos resíduos, da fiscalização, da educação ambiental e da redução do descarte em vias públicas e áreas próximas às margens. A participação dos moradores é parte importante desse processo, especialmente para evitar que o lixo volte a se acumular depois da retirada.
Segundo o TJMT, a atividade teve como objetivo reforçar a responsabilidade da população em relação ao descarte de lixo. A presença de materiais variados, incluindo objetos de uso cotidiano e restos de móveis, mostra que o problema não se limita a pequenas embalagens e exige medidas permanentes de prevenção e acompanhamento.
Nascente é objeto de ação civil pública
A nascente do Córrego do Gambá é alvo de uma ação civil pública. Conforme informações divulgadas pelo TJMT, a área foi afetada por aterramento e pela presença de entulhos. Em 2018, houve determinação judicial para a recuperação urgente do local.
A decisão está registrada em documento oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O histórico judicial reforça que a proteção do córrego envolve não apenas ações pontuais de limpeza, mas também a recuperação de áreas degradadas e o controle das fontes de poluição.
O Juvam atua em questões relacionadas à proteção ambiental e, na ação realizada em setembro, participou da articulação com os demais órgãos e voluntários. A atuação conjunta permite combinar mobilização institucional, retirada dos resíduos e encaminhamento do material recolhido, mas não substitui o monitoramento contínuo do curso d’água e de sua nascente.
Descarte correto reduz impactos durante as chuvas
Em Cuiabá, o descarte de sacolas, garrafas, embalagens e móveis em locais inadequados pode contribuir para o acúmulo de resíduos nas margens dos córregos. Quando carregados pela água, esses materiais dificultam a manutenção dos cursos d’água e podem alcançar trechos conectados ao Rio Cuiabá.
A orientação central deixada pela mobilização é evitar o lançamento de qualquer tipo de resíduo em ruas, terrenos baldios, canais, córregos e áreas de preservação. Materiais recicláveis devem ser destinados à coleta apropriada, enquanto objetos volumosos, como móveis, precisam seguir os serviços específicos de recolhimento disponíveis no município, evitando o abandono em áreas públicas.
A limpeza do Córrego do Gambá representa uma medida de enfrentamento imediato, mas a preservação depende da continuidade das ações. O acompanhamento da nascente, a fiscalização de pontos de descarte e a conscientização da população são medidas necessárias para reduzir a reincidência e proteger a bacia do Rio Cuiabá.
Até a divulgação da ação, não havia informação oficial sobre a quantidade total de resíduos retirada. O dado pode ser confirmado posteriormente com os órgãos envolvidos, caso seja divulgado.
