Câmara de Cuiabá aprova projeto que cria política municipal sobre fissura labiopalatina

Camille Dorevan
Por Camille Dorevan
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Proposta aprovada por unanimidade na Comissão de Saúde segue agora para votação em Plenário

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (15), o projeto que cria a Política Municipal de Conscientização e Educação sobre a Fissura Labiopalatina. A proposta é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL) e agora segue para apreciação e votação em Plenário.

Projeto tem aprovação unânime na comissão

A votação contou com a participação dos vereadores Michelly Alencar (União), Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues (Podemos), todos integrantes da Comissão de Saúde da Casa. O texto passou sem resistência entre os parlamentares presentes na reunião.

Por se tratar de uma proposta na área da saúde, a análise da Comissão de Saúde era etapa obrigatória antes de o projeto seguir para discussão entre todos os vereadores da Câmara de Cuiabá.

Com o aval da comissão, o próximo passo é o agendamento da matéria para votação em Plenário, quando o projeto poderá ser aprovado em definitivo e seguir para sanção do Executivo municipal.

O que prevê a política municipal

O projeto tem como objetivo ampliar a informação sobre a fissura labiopalatina, condição congênita que afeta a formação do lábio e do palato, e reduzir o desconhecimento que ainda cerca o tema na sociedade.

Entre as ações previstas estão o combate ao estigma social enfrentado por pessoas nascidas com a condição, o estímulo ao diagnóstico precoce, ainda na fase de pré-natal ou logo após o nascimento, e a capacitação de profissionais de saúde da rede municipal para lidar com esses casos.

A proposta também busca fortalecer a rede de atendimento em Cuiabá, garantindo que crianças e adultos com fissura labiopalatina tenham encaminhamento adequado para acompanhamento multidisciplinar, incluindo cirurgias, fonoaudiologia e suporte odontológico.

Além disso, o texto prevê ações voltadas ao acolhimento das famílias, com orientação sobre o tratamento e caminhos de inclusão social e escolar para crianças com a condição.

Fissura labiopalatina exige atenção multidisciplinar

A fissura labiopalatina está entre as malformações congênitas mais comuns registradas em recém-nascidos no Brasil e costuma exigir acompanhamento por vários anos, envolvendo diferentes especialidades médicas ao longo da infância e da adolescência.

Sem diagnóstico e tratamento adequados, a condição pode trazer dificuldades relacionadas à alimentação, à fala, à audição e à autoestima da criança, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas especificamente para esse acompanhamento.

Por isso, propostas como a aprovada na Comissão de Saúde de Cuiabá costumam ser defendidas por especialistas como uma forma de organizar o fluxo de atendimento dentro da rede pública municipal, evitando que famílias percam tempo até conseguir o encaminhamento correto.

Próximos passos até a sanção

Depois de aprovado em Plenário, o projeto seguirá para sanção do prefeito Abilio Brunini, etapa final para que a Política Municipal de Conscientização e Educação sobre a Fissura Labiopalatina passe a valer oficialmente em Cuiabá.

Caso seja sancionada, a Secretaria Municipal de Saúde deverá detalhar como as ações previstas na lei serão colocadas em prática, incluindo prazos de implementação e integração com os serviços já existentes na rede municipal.

Para o autor do projeto, a expectativa é que a nova legislação sirva de base para ações permanentes de conscientização, evitando que o tema fique restrito a campanhas pontuais ao longo do ano.

Fontes:
Comissão aprova política sobre fissura labiopalatina em Cuiabá – Minuto MT

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