Uma operação conjunta da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) combateu o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás, no norte de Mato Grosso. A ação ocorreu entre os dias 15 e 16 de setembro de 2026, com atuação em áreas próximas aos rios Teles Pires e São Manuel.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, as equipes inutilizaram estruturas e equipamentos utilizados na exploração clandestina de minério. Entre os materiais estavam balsas, barcos, motores, motobombas, um rebocador, flutuadores e uma grande quantidade de combustível.
A divulgação oficial da operação foi feita em 18 de setembro de 2026. A ação reuniu órgãos federais com atribuições relacionadas à investigação, à fiscalização ambiental e à proteção dos povos e territórios indígenas. O trabalho integrado teve como foco interromper a atividade garimpeira identificada nos cursos d’água que atravessam ou estão próximos da Terra Indígena Kayabi.
Operação ocorreu nos rios Teles Pires e São Manuel
A localização da operação é um dos elementos centrais da ocorrência. A Terra Indígena Kayabi está situada no município de Apiacás, região norte de Mato Grosso, e a ação alcançou áreas associadas aos rios Teles Pires e São Manuel. Segundo a Polícia Federal, a exploração clandestina de minério era realizada com o uso de embarcações e equipamentos instalados nos rios.
A presença de balsas escariantes e balsas de mergulho indica a dimensão da estrutura empregada pelos responsáveis pela atividade, conforme os materiais identificados durante a fiscalização. Os equipamentos permitem operações diretamente sobre os leitos dos rios, exigindo deslocamento das equipes por meio fluvial para localizar e inutilizar as estruturas.
A operação também envolveu a retirada de combustível que, segundo a fonte oficial, estava associado aos equipamentos utilizados no garimpo. Ao todo, foram contabilizados aproximadamente 37,7 mil litros. A informação foi apresentada pela Polícia Federal junto com o balanço dos demais materiais inutilizados durante a ação.
Equipamentos usados no garimpo foram inutilizados
O balanço divulgado pelos órgãos federais inclui 16 balsas escariantes, cinco balsas de mergulho e cinco barcos. Também foram inutilizados dois pares de flutuadores, um rebocador, quatro motobombas e um motor. A lista mostra que a atividade contava com diferentes tipos de equipamentos para transporte, apoio e operação no ambiente fluvial.
Além das embarcações e máquinas, a fiscalização atingiu o estoque de combustível encontrado nas áreas de atuação. A inutilização dos equipamentos foi a medida informada oficialmente sobre o resultado da operação. A fonte não detalha, na publicação consultada, outras providências posteriores, como prisões, autuações ou abertura de processos relacionados ao caso.
O uso de balsas, barcos, motores e combustível é relevante para compreender a logística do garimpo ilegal em rios. A estrutura depende de equipamentos capazes de permanecer na água, transportar materiais e manter o funcionamento das máquinas durante a exploração. Por isso, a ação dos órgãos federais concentrou-se na localização e na inutilização desse conjunto de recursos.
Ação reúne PF, Ibama e Funai em área indígena
A participação conjunta da Polícia Federal, do Ibama e da Funai marcou a atuação institucional na Terra Indígena Kayabi. Cada órgão integrou a operação dentro de suas áreas de competência, permitindo uma resposta coordenada à presença de estruturas usadas em uma atividade ilegal dentro e nas proximidades de território indígena.
Para Mato Grosso, o caso envolve simultaneamente segurança pública, fiscalização ambiental e proteção de uma terra indígena. A operação ocorreu em uma área de relevância regional, conectada a rios que fazem parte da dinâmica territorial e econômica do norte do Estado. As informações oficiais, entretanto, não apresentam uma estimativa de área afetada nem uma avaliação detalhada sobre eventuais danos ambientais.
Também não foram divulgados, na fonte consultada, detalhes sobre os responsáveis pelos equipamentos ou sobre as circunstâncias que levaram à identificação das estruturas. O balanço disponível concentra-se no período da operação, na localização, nos órgãos envolvidos e nos materiais inutilizados.
Com a ação realizada em Apiacás, os órgãos federais registraram mais uma operação de combate à exploração clandestina de minério em área indígena de Mato Grosso. O resultado informado inclui a inutilização de 16 balsas escariantes, cinco balsas de mergulho, cinco barcos, estruturas de apoio, máquinas e aproximadamente 37,7 mil litros de combustível.
